Lunáticos, ouvintes e leitores, está no ar mais um episódio do AlCast! Nesta semana, Janu, Raphaela Leite, Tati Laai e Victor Mattina conversam sobre as recentes perdas no humor brasileiro - Chico Anysio e Millôr Fernandes, além de lembrar de Nelson Rodrigues e Bernard Shaw.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
AlCast 009: Humor
Lunáticos, ouvintes e leitores, está no ar mais um episódio do AlCast! Nesta semana, Janu, Raphaela Leite, Tati Laai e Victor Mattina conversam sobre as recentes perdas no humor brasileiro - Chico Anysio e Millôr Fernandes, além de lembrar de Nelson Rodrigues e Bernard Shaw.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A Liga do humor
Quando o assunto é história de super-herói com humor muita gente se lembra do clássico seriado do Batman para a TV nos anos 60. Recentemente, o tema ficou em evidência com as versões para a tela grande de Super-herói: o filme, de Hancock e do Homem de Ferro, mas a junção não é tão rara quanto parece. Nos primórdios do gênero, nos anos 40, já existiam vários super-heróis cômicos – como a Tornado Vermelho e Johnny Thunder – e muitos personagens sérios e tradicionais possuíam parceiros (sidekicks) engraçados – como o Lanterna Verde e o Homem Borracha. Apesar de não ser sucesso astronômico de vendas, o nicho manteve, nas décadas seguintes, um ou outro representante. Mas houve um momento em que um título nesse estilo teve grande destaque.
O ano de 1987 estava começando quando uma grande surpresa atingiu os leitores dos quadrinhos americanos. A revista da Liga da Justiça da América, a mais tradicional e representativa equipe de super-heróis da DC Comics (a casa do Superman e do Batman), havia sido relançada, seguindo um estilo que em nada tinha com o que os leitores associavam às histórias do grupo.
A versão anterior da publicação havia sido cancelada devido ao mau resultado de vendas. Segundo alguns, por causa da baixa qualidade dos roteiros, de acordo com outros, devido a um elenco de personagens dispensáveis e sem carisma. Autores e editores tinham dificuldades para conseguir participação na equipe de personagens com títulos próprios da editora. Era o caso de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde... Os autores dos títulos solos desses personagens alegavam que a participação na equipe poderia bagunçar a cronologia que construíam para eles. Para preencher vagas em aberto, os autores criaram personagens novos, o que acabou diminuindo a importância da equipe. Se heróis que acabavam de surgir podiam integrar a Liga da Justiça, ela deixava de ser formada pela elite da editora, como era sua proposta original. A revista perdeu boa parte do charme e ficou desgastada.
Os roteiristas que tiveram a incumbência de revitalizar o título – Keith Giffen e J.M. deMatteis – continuavam com o mesmo problema. Dos personagens “medalhões” da editora, apenas Batman e Caçador de Marte (o único remanescente da versão anterior da equipe) estavam liberados para uso. Giffen, o principal responsável pelos argumentos, surgiu com uma proposta inusitada para compensar a falta de personagens clássicos na equipe: a Liga iria rir de si mesma e partiria para um humor escrachado, que lidaria com as tensões entre os participantes e com a falta de credibilidade da equipe, além do oportunismo e da surpreendente conduta questionável de alguns deles. Surgia assim a nova Liga da Justiça que, por deixar de exaltar o american way of life e poder agir pelo mundo todo com o aval das Nações Unidas, se transformou na Liga da Justiça Internacional, com direito a “embaixadas” em diversos países. Para isso, a equipe contou com membros de outras nações, como o russo Soviete Supremo nº 7, a norueguesa Gelo e a brasileira Fogo.
Além desses, o grupo contava com membros antigos de segundo escalão (Canário Negro e Senhor Milagre), recém lançados ou recém incorporados ao cast da editora (Gladiador Dourado e Besouro Azul), além de personagens com o quais a editora não sabia o que fazer (Capitão Marvel e Sr. Milagre) ou que não importavam para ninguém (Doutora Luz e Oberon). Era uma salada de heróis com mais chance de fracassar do que a versão anterior do grupo. Mas, ao assumir a falta de pudor em brincar com as fórmulas do gênero, a revista tornou-se um grande sarro, jogando por terra diversos clichês dos super-herois. O resultado ficava ainda mais engraçado por ser editado pela mais conservadora das grandes editoras americanas.
O humor tornava os personagens mais humanos e próximos do público e as situações lembravam seriados como Senfield ou Friends: Caçador de Marte era viciado em biscoitos de chocolate; Batman era mais ranzinza e fascista do que em sua própria revista; Fogo, uma heroína fracassada, vê na Liga a possibilidade de voltar a ser uma celebridade; um Capitão Marvel poderoso e com grande sabedoria tinha a personalidade de uma criança de 12 anos... Mas o grande destaque estava nos dois Lanternas Verdes da equipe: Guy Gardner, um machista prepotente, com um visual que remete ao Moe dos Três Patetas, que tenta resolver tudo na briga e provar que é o maioral, e G’nort, um alienígena idiota e pueril com feições caninas, que se tornou herói porque seu tio era influente e mexeu seus pauzinhos.
Não podemos esquecer dos vilões que eles enfrentavam, como Lorde Mangá-Khan, que falava e agia como um afetado vilão do cinema dos anos 30, mas era apenas um comerciante; o Senhor Nebulosa, Decorador de Mundos, e seu assistente, o Esquiador Escarlate (paródias dos personagens da editora Marvel – Galactus, Devorador de Mundos, e seu arauto, o Surfista Prateado). E havia os impagáveis membros da patética e hilária Liga da Injustiça, que, de tão fracassados na carreira de supervilões, tentaram se regenerar formando a filial da Liga da Justiça na Antártica, um dos melhores episódios de toda a série.
Apesar da qualidade dos argumentos de Giffen e dos hilários diálogos desenvolvidos por DeMatteis, vale destacar outro elemento essencial para o sucesso da revista: os desenhos de Kevin Maguire. Suas expressões faciais exageradas, absolutamente convincentes para demonstrar qualquer tipo de emoção, se encaixavam como uma luva nos roteiros em que havia pouca ação típica das histórias de super-herois. A capa para a 1ª edição da revista, reunido todos os integrantes da equipe se tornou uma das mais imitadas dos quadrinhos.
Enquanto todas as outras revistas em quadrinhos da DC Comics eram densas e dramáticas, tentando fazer com que os heróis fossem levados a sério, a Liga da Justiça seguiu o caminho inverso e se tornou um dos grandes sucessos da editora em sua época. Tanto sucesso, que a equipe cresceu e se dividiu em dois grupos: um sediado na América e outro na Europa. Alterou para sempre o status de vários personagens que passaram pela revista, tornando alguns, como Guy Gardner, Lobo e Besouro Azul, preferidos dos fãs.
Com o passar do tempo, a fórmula se desgastou. A fase terminou em 1992, com seus autores partindo para novos trabalhos, e a Liga voltou a ter seus velhos problemas de vendas e a mendigar a participação de personagens importantes na equipe. O velho trio de autores se reuniu outras vezes, trazendo de volta aqueles personagens e seu tom humorístico em duas minisséries, para o deleite dos saudosistas. Fizeram também uma minissérie no mesmo tom com os Defensores, uma equipe de heróis da editora Marvel, maior concorrente da DC Comics, provando que seu estilo ainda tinha grande apelo com o público leitor.
Uma reformulação está dando cara nova aos personagens do Universo DC e a editora chamou Giffen, DeMatteis e Maguire para criar uma derradeira aventura com a equipe que os consagrou, com o mesmo humor que marcou a passagem deles pela revista da Liga da Justiça. Vinte e cinco anos se passaram desde que eles surgiram para injetar um pouco de graça em um mercado que estava se levando a sério demais, mexendo com a indústria e trazendo novos leitores para os quadrinhos. Outros títulos ocuparam o nicho em seu lugar, como Deadpool e Plastic Man (este último, lamentavelmente, ainda inédito no Brasil), mas, para muitos, a Liga da Justiça em sua fase cômica continua como o melhor representante de seu gênero.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Jogos Vorazes
No último final de semana, tive a oportunidade de ver o lançamento mais recente da onda dos livros de young adult adaptados para o cinema: Jogos Vorazes. Li o livro no meio do ano passado e, apesar de ter gostado bastante, não pude continuar com as duas seqüências. Mesmo assim, estava animada para ver o filme e não me arrependi. Grande parte do meu não-arrependimento tem nome e sobre nome: Jennifer Lawrence.
Depois de uma enxurada de protagonistas sem-sal ou simplesmente irritantes na literatura jovem, foi um alívio encontrar Katniss Everdeen que, apesar de todos os seus defeitos, faz com que o leitor seja mais um torcedor do que mero expectador dos tais Jogos. No livro, isso é bem-feito. No filme, achei melhor ainda.
Tudo porque a Katniss de Jennifer Lawrence é ainda mais cativante. A atriz está bem diferente da Raven de X-Men Primeira Classe, tanto no visual quanto no comportamento. Não que duvidasse do talento dela, mas depois de vê-la como a mocinha serelepe que se torna a mão-direita de Magneto, queria ver como ela encararia uma personagem mais densa em um ambiente tão diferente.
Para mim, ela é o grande trunfo do filme de Gary Ross, que poderia ter segurado um pouquinho a câmera para que pudéssemos ver melhor, por exemplo, as cenas de ação. Nada de spoilers, mas a luta final merecia uma fotografia melhor, um ângulo mais aberto, um tripé que fosse, para que pudessémos nos sentir realmente ansiosos para saber o que aconteceria. Não sou a primeira a falar sobre isso, provavelmente não serei a última, mas acho que vale a nota.
Mas Jennifer Lawrence consegue transitar tão bem entre a insegurança e a determinação, a timidez e a bravura, que o problema da câmera parece secundário. Afinal, a história é sobre ela e, mesmo que o universo em que Panem existe pareça às vezes um pouco incongruente, Katniss é quase como um porto-seguro: se nada faz sentido, pelo menos a história dessa garota que entra em um torneio mortal para salvar a irmã é bastante concreta.
Josh Hutcherson também não fica muito atrás, como Peeta Melark. Considerando a participação do personagem no filme, ele fez um bom trabalho sendo marcante. Sobre Liam Hemsworth como Gale, é quase covardia, já que o personagem mal ganha cinco minutos em cena (e, em boa parte deles, fica calado). A história é mesmo de Katniss, e o filme, de Lawrence.
Imagino os executivos de Hollywood, em seus escritórios, calculando cada bilhete vendido, e projetando já as expectativas para novembro de 2013 - quando a continuação, baseada em Em chamas está programada para sair.
Para eles e para os fãs, pelo menos por enquanto, a sorte está a favor.
Depois de uma enxurada de protagonistas sem-sal ou simplesmente irritantes na literatura jovem, foi um alívio encontrar Katniss Everdeen que, apesar de todos os seus defeitos, faz com que o leitor seja mais um torcedor do que mero expectador dos tais Jogos. No livro, isso é bem-feito. No filme, achei melhor ainda.
Tudo porque a Katniss de Jennifer Lawrence é ainda mais cativante. A atriz está bem diferente da Raven de X-Men Primeira Classe, tanto no visual quanto no comportamento. Não que duvidasse do talento dela, mas depois de vê-la como a mocinha serelepe que se torna a mão-direita de Magneto, queria ver como ela encararia uma personagem mais densa em um ambiente tão diferente.
Para mim, ela é o grande trunfo do filme de Gary Ross, que poderia ter segurado um pouquinho a câmera para que pudéssemos ver melhor, por exemplo, as cenas de ação. Nada de spoilers, mas a luta final merecia uma fotografia melhor, um ângulo mais aberto, um tripé que fosse, para que pudessémos nos sentir realmente ansiosos para saber o que aconteceria. Não sou a primeira a falar sobre isso, provavelmente não serei a última, mas acho que vale a nota.
Mas Jennifer Lawrence consegue transitar tão bem entre a insegurança e a determinação, a timidez e a bravura, que o problema da câmera parece secundário. Afinal, a história é sobre ela e, mesmo que o universo em que Panem existe pareça às vezes um pouco incongruente, Katniss é quase como um porto-seguro: se nada faz sentido, pelo menos a história dessa garota que entra em um torneio mortal para salvar a irmã é bastante concreta.
Josh Hutcherson também não fica muito atrás, como Peeta Melark. Considerando a participação do personagem no filme, ele fez um bom trabalho sendo marcante. Sobre Liam Hemsworth como Gale, é quase covardia, já que o personagem mal ganha cinco minutos em cena (e, em boa parte deles, fica calado). A história é mesmo de Katniss, e o filme, de Lawrence.
Imagino os executivos de Hollywood, em seus escritórios, calculando cada bilhete vendido, e projetando já as expectativas para novembro de 2013 - quando a continuação, baseada em Em chamas está programada para sair.
Para eles e para os fãs, pelo menos por enquanto, a sorte está a favor.
quinta-feira, 22 de março de 2012
A alma de um personagem e o seu figurino
Ao observar o figurino de algumas séries de televisão, não consigo deixar de imaginar como deve ser divertido elaborar aquele universo. Afinal, não é fácil captar a “alma” de cada personagem e traduzi-la em peças de roupa. Para entender a responsabilidade que a tarefa pode trazer, basta perceber a influência da TV nas roupas e trejeitos das pessoas nas ruas: inúmeros estilistas já foram consagradaos a partir de seriados de TV (como Manolo Blahnik, em Sex and the City) e, todos os anos, mais e mais modismos são lançados por conta desses programas. Aliás, acho que o faturamento do Saara, zona central de compras no Rio, não seria o mesmo sem novelas como “O Clone” ou “Caminho das Índias”.
Em algumas produções, no entanto, o figurino pode alcançar um outro patamar: mais do que suporte para reforçar a personalidade, ele pode ser tão importante como o personagem principal em si. Foi o que aconteceu no seriado “Sex and The City”, onde os figurinos criados por Patricia Field se tornaram tão conhecidos como as quatro meninas da série. O fenômeno pode ser explicado pela dedicação da figurinista em transformar o seriado em uma referência do que havia de mais atual na moda nova iorquina. Suas produções misturavam o que havia de mais chique com peças de brechó ou lojas de departamento, consolidando o estilo Hi-Low . Outro ponto importante deste trabalho foi a minuciosa preocupação com tudo que fosse ao ar: consta que, para cada cena, dez opções de figurino eram selecionadas para se chegar ao resultado final.
Se a moda revelava toda a sua força nos figurinos do seriado moderninho, o mesmo pode ser visto na produção kitsch A Grande Família. O remake da Globo, que atualmente está em seu décimo-primeiro ano de vida, tem suas origens na série homônima, que foi ao ar na década de 70. Se em Sex And The City o glamour e a preocupação com a atualidade eram determinantes, aqui, na casinha suburbana de Seu Lineu e Dona Nenê, a cafonice e as referências retrô imperam. Mas para quem pensa que a ausência de refinamento é puro desleixo, está muito enganado. Cada detalhe visual é meticulosamente estudado para a caracterização dos personagens que, além de lançar modinha, tem na identificação com o público o seu foco. Nas palavras de Marieta Severo, "o brasileiro gosta de se ver refletido nessa família que supera os problemas do cotidiano com bom humor, afeto, solidariedade e compreensão". Para isso, o figurinista Cao Albuquerque abusa dos estereótipos das ruas e mistura referências de diferentes décadas na composição de seus personagens: as extravagantes camisas do Agostinho, por exemplo, são inspiradas nos anos 70 e os decotes comportadinhos de Dona Nenê, na inocência dos anos 50.
Mas e aqueles programas que, aparentemente, possuem personagens pouco interessados no vestir? O seriado nerd The Big Bang Theory traz montes desses indivíduos que, ao contrário das meninas populares de Nova York, não recebem tantos convites para eventos sociais. Mas quem acha que o trabalho do figurinista aqui é menos importante, se engana novamente. Por trás das inocentes camisetas de Sheldon Cooper ou as insossas pregas das saias de sua namorada Amy Fowler, encontra-se uma figurinista preocupada em aparentar, cena a cena, o caráter alienado ou, como seria o caso do judeu Howard Wolowitz , a total falta de senso estético em suas combinações. Howard, ao contrário dos outros, tem motivo para se preocupar com sua aparência. Em sua caracterização, a figurinista Mary T. Quigley abusa das calças justas e dos mais variados modelos de cinto para atrair a atenção para a região pélvica. “Para alguém que é tão sexual, ele precisa realçar as partes importantes. Os cintos estão sempre atraindo a atenção para a virilha, o lugar onde realmente está o coração dele”, diz o ator Simon Helberg, o Howard da vida real.
Depois de avaliar alguns aspectos desses figurinos, não há dúvidas do quão importante eles são para a construção de cada personagem citado. Assim como os atores, diretores e roteiristas, os figurinistas também são responsáveis pelo sucesso desses personagens que, a despeito do caráter pouco sociável que alguns possam aparentar em cena, ganham o respeito e a popularidade dos espectadores que os prestigiam.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Shameless

Perder noites de sono por conta de algum filme ou série é coisa muito comum na minha vida e a atual tara é o seriado americano Shameless.
A série conta a história de Frank Gallagher, um alcoólatra narcisista que vive caído pelas ruas enquanto seus seis filhos têm que se virar, seja contando com a bondade dos vizinhos ou fazendo bicos e até mesmo roubando. A esposa do bebum abandonou a família há algum tempo e a filha mais velha, Fiona, se sente responsável por todos e toma as rédeas da situação, ou sendo mais precisa, toma conta de seus cinco irmãos: Liam, Debbie, Carl, Lip e Ian.
Olhando essa pequena sinopse tudo parece super dramático, o que não deixa de ser, mas Paul Abbot, o criador da série, consegue com maestria fazer uma dramédia da melhor qualidade.
Shameles é versão de uma premiada série inglesa exibida no Channel 4. Ao descobrir esse pequeno detalhe, tudo fez sentido - o cinismo que permeia série, a imoralidade, ou melhor, a amoralidade dos personagens e, lógico, o humor negro. Os Gallagher, como são chamados por todos, vivem no melhor estilo “já que só temos limão, vamos fazer uma limonada”.
Não posso deixa de mencionar a brilhante escolha de William H. Macy para viver o papel de Frank e de Emmy Rossum, no seu melhor papel até hoje, vivendo Fiona. O elenco mirim não fica atrás e ainda somos presenteados com a participação de Joan Cusack. Dormir agora, só quando os episódios esgotarem.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A mecânica de um coração
No último ALCast, o pessoal falou de músicas em outras línguas e logo pensei na banda francesa Dionysos, que conheci através de um amigo, algum tempo antes de vir para a França, e cujo La mécanique du coeur gostei bastante.
O interessante desse álbum é a sua história: ele é como uma transcrição de um livro escrito pelo vocalista da banda, Mathias Malzieu, quase como uma trilha sonora, e os personagens são interpretados por cantores convidados. A lista inclui alguns títulos em inglês, o que não é de todo estranho no mercado francês (Phoenix está aí para provar que os músicos franceses não são de todo repelidos pela anglofonia).

E as particularidades não param aí: em outubro, está programado para sair na França o filme baseado no combo livro + CD, dirigido por Luc Besson. Ainda sem trailer disponível, contará em animação a história de um garoto, Jack, nascido em Edimburgo no dia mais frio do mundo em 1874, o que deixa seu coração gelado. A parteira responsável pelo nascimento, para salvá-lo, troca seu coração por um relógio, que garantirá sua vida desde que ele não experimente emoções fortes - inclusive, e especialmente, a paixão forte. Como toda história de amor interditado, Jack se apaixona por uma jovem e a busca por ela o leva até a Espanha.
Mesmo que o filme não chegue ao Brasil (como é até hoje o caso do encantador Un monstre à Paris), vale a pena procurar o álbum e acompanhar a história de Jack. A primeira música que ouvi do álbum foi Tais-toi mon coeur, com a participação de Olivia Ruiz, cantora franco-espanhola que interpreta o objeto da afeição de Jack - e que é a companheira de Mathias.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
AlCast 008: Música e História
Lunáticos, ouvintes e leitores, está no ar o oitavo episódio do AlCast! Nesta semana, Brenno Quadros, Lica Tito, Thiago Ortman e Victor Mattina conversam sobre música e história, gostos pessoais opiniões e percepções do universo musical.
Lembrando que, caso você queira participar via Skype do próximo AlCast, tudo o que você precisa fazer é deixar seu contato nos comentários.
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