Dia 12 de outubro, foi lançado em Paris o filme Um monstre à Paris (Um monstro em Paris), animação francesa dirigida por Bibo Bergeron (O caminho para Eldorado, O espanta-tubarões). O que chamou a minha atenção para o filme, além da dublagem de Vanessa Paradis (atriz e cantora francesa casada com Johnny Depp), foi o cartaz.Um monstro mascarado que se comunica através de música? Em Paris? Não foi difícil lembrar de O fantasma da Ópera. Primeiro dos musicais, claro, e depois do livro de Gaston Leroux, publicado em 1910 – ano em que Um monstre à Paris se passa.
Mas é fácil dizer que as semelhanças e coincidências param por aí. Afinal, o personagem do filme de Bergeron se mostra muito mais assustado do que assustador. Já Erik, o fantasma de Leroux, é um homem que, atormentado a vida inteira por sua aparência deformada, acaba por se tornar um monstro. Claro que o comportamento dele pode ser problematizado – até que ponto alguém pode ser o que de fato é e não o que os outros acreditam que seja?
A grande adaptação moderna do livro, o musical de Andrew Lloyd Webber, reforça o fato de Erik ser violento e cruel, mas fundamentalmente apaixonado. Não diferente de outros personagens monstruosos que temos visto.
O livro de Leroux dispensa as alterações que o romance Drácula sofre com a famosa versão de Coppola: o sofrimento e a angústia de não ter o objeto amado estão no texto original dessa história e a fazem muito mais romântica do que o livro de Bram Stoker.
O trailer de Um monstre à Paris, que você pode ver aqui, está com dublagem original em francês e as legendas, infelizmente, estão em inglês. A julgar pela história recente de lançamentos em terras brasileiras, será uma vitória se o filme aparecer direto em DVD.
